A Tentação | Crítica do filme (1)
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Um homem que perdeu sua Fé… Um homem que se perdeu em sua fé… E uma mulher, assombrada por um trágico passado, presa entre quem foi, quem é e quem pode vir a ser. O filme A Tentação (The Ledge) não é um romance, muito menos explora um triângulo amoroso como muitas sinopses contam. Personagens com opiniões tão fortes, pessoas tão convictas naquilo que acreditam, acabam encarando seu pior desafio: Enfrentar a si mesmo. Você é capaz de enfrentar a si mesmo? Quão longe você iria por algo em que realmente acredita?
O Detetive Hollis Lucetti (Terrence Howard) é um pai de família que, logo no início do filme, descobre ser estéril. Com a dúvida de quem é realmente pai dos seus filhos e pensando na traição de sua mulher, Hollis é chamado para lidar com um suicida que está no topo de um edifício. Chegando ao local, ele conhece Gavin Nichols. Tentando persuadi-lo a não pular, eles começam um diálogo e, desta forma, a história é contada.
Gavin (Charlie Hunnam) mora com seu amigo Chris (Christopher Gorham), um jovem homossexual que foi demitido por causa do preconceito de ser portador do vírus HIV. Ele trabalha como gerente de hotel e se autointitula uma “pessoa feliz”. Mesmo dizendo não acreditar em Deus, ele respeita a opinião do próximo, isso se esta opinião ou crença não for contra outro ser humano. Ele acredita que as pessoas devem ter o direito de ser o que são, e defende avidamente o seu modo de ver o mundo.
Seu primeiro contato com o casal Shana Harris (Liv Tyler) e Joe Harris (Patrick Wilson) acontece no prédio onde ele mora. Joe, um fundamentalista cristão, e Shana, sua bela e agradecida esposa, acabaram de se mudar. Por força do destino ou uma simples coincidência, Shana acaba, através da indicação de uma amiga, procurando emprego no hotel onde Gavin trabalha.
O roteiro, as situações, os acontecimentos, as histórias dos personagens, seus passados… Às vezes queremos esquecer o que passou, queremos ser outra pessoa, queremos mudar. Mas isso é possível? A Tentação (The Ledge) lida com assuntos delicados. Fala sobre preconceito, crença, traição, pecado… O que mais me deixou impressionado sobre este filme, é que cada um tirará suas próprias conclusões sobre o que é certo e o que é errado. Não somos iguais, portanto nossas opiniões sobre as histórias e os personagens serão baseadas naquilo em que acreditamos. Um ótimo filme sem dúvida, com atuações que não deixam a desejar.












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