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Batman | Uma Geração de Games

Comemorando o lançamento do novo filme do Batman, damos uma olhada nos ótimos games do homem morcego lançados nos ultimos anos. (Sim, ótimos!)

O Batman está com tudo. Enquanto a Warner renova a imagem do herói morcego nos cinemas, o estúdio Rocksteady (não confunda com Rockstar, do GTA), finalmente dá ao “maior detetive do mundo” os games que ele sempre mereceu. E cada um ao seu estilo, algo muito importante, como veremos.

Mas antes de falar nesses jogos, Batman: Arkham Asylum e a seqüencia, Batman: Arkham City, quero dedicar este artigo a uma breve retrospectiva sobre as infelizes tentativas no passado de trazer o cavaleiro das trevas para o mundo dos games – e dar uma idéia melhor do que um bom jogo do Batman realmente significa para os fans.

Muita gente pode nem saber, mas já lançaram uma penca de jogos do Batman, e boa parte deles se chama simplesmente “Batman”, o que torna difícil rastrear mais detalhes sobre eles. O primeiro de todos foi em 1986 (caraca… eu nem era vivo ainda) e tinha aquele visual de jogo Atari, pixelado, e com cores bem psicodélicas, que eram as únicas que o sistema aguentava reproduzir. Ao longo dos anos noventa vieram vários outros, que em geral variavam entre razoaveis a apenas ruins. Um particularmente doloroso para o legado foi Batman: Forever. Se o filme já foi decepcionante, o jogo com mesmo nome era uma atrocidade. Feito com gráficos ao estilo Mortal Kombat, com atores fotografados fazendo os gráficos dos personagens, era um misto de jogo de luta com beat-em-up, tipo Double Dragon – aliás, a maioria dos antigos jogos do Batman tinha jogabilidade nesse estilo, relativamente fácil de programar. Um desperdício, eu acho, limitar um personagem com tantas habilidades interessantes a basicamente chutes e socos. E esse é apenas um dos jogos do morcego que foi impulsionado pelo cinema.

Alguns dos maiores investimentos em games do homem-morcego estavam associados aos lançamentos de filmes. Se você é um daqueles que é jogador a algum tempo, só essa noticia já deve bastar pra dar uma revirada no estômago. Os produtores de cinema raramente estabelecem prazos razoáveis para os criadores de games, para fazer algo decente para acompanhar o filme. Interessados na arte de Design de Games freqüentemente conhecem a infame historia do jogo que deveria fazer par ao filme E.T. – O Extraterrestre. O jogo feito as pressas, por um único programador oportunista, é até hoje conhecido como o pior game de todos os tempos, estudado por designers modernos para referencia de com não se faz um trabalho.

É por essas e outras que comemoro a independência da nova serie de games do Homem-Morcego. Por mais que os filmes sejam bons (e são!), os jogos de filmes sempre foram um atraso para a marca. Finalmente vemos todo o potencial desse personagem no mundo dos jogos, com todos os seus gadgets, habilidades marciais e estoria. Ignorando os filmes, tiveram a liberdade de fazer algo ainda mais fiel as HQs, com aquele tom mais fantasioso: com Coringa ainda um pouco cômico, Ra’s Al Ghul realmente imortal, e outros vilões que seriam talvez improváveis demais para o estilo sóbrio agora nos cinemas.

Fique ligado, porque em breve publicaremos nossas resenhas para Arkham Asylum e Arkham City, com mais detalhes de como Batman ganhou afinal uma representação digna no mundo dos games.


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